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Arte: Marileia Verona/TerritórioPress

Boletim epidemiológico de Mariana aponta alta de Covid, ISTs e violência autoprovocada no 1º trimestre de 2026

Dados da Vigilância em Saúde mostram aumento das notificações em março e indicam que principais alertas sanitários do município estão ligados a doenças respiratórias, saúde mental e infecções sexualmente transmissíveis

A Prefeitura de Mariana divulgou o boletim epidemiológico referente aos meses de janeiro, fevereiro e março de 2026, trazendo um panorama atualizado sobre a situação da saúde pública no município. No total, foram registradas 437 notificações de agravos no primeiro trimestre do ano, com aumento progressivo no número de casos em março.

Segundo os dados da Vigilância e Proteção à Saúde, Mariana registrou 143 notificações em janeiro, 127 em fevereiro e 167 em março, mês que concentrou o maior volume de ocorrências no período analisado.

Entre os indicadores que mais chamam atenção está o crescimento dos casos de Covid-19. Após registrar oito notificações em janeiro e sete em fevereiro, o município teve salto para 30 casos em março, indicando aumento expressivo na circulação do vírus.

Outro dado em evidência é o avanço das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Foram 42 notificações gerais ao longo do trimestre, sendo 15 casos em janeiro, oito em fevereiro e 19 em março. Já os registros de sífilis adquirida apresentaram crescimento contínuo: oito notificações em janeiro, 10 em fevereiro e 18 em março.

Os números reforçam também um alerta importante relacionado à saúde mental e vulnerabilidade social. Mariana contabilizou 47 notificações de violência interpessoal e autoprovocada entre janeiro e março, distribuídas em 20 casos no primeiro mês do ano, 12 em fevereiro e 15 em março.

Em comparação, a dengue apresentou baixa incidência no município, com apenas sete notificações em todo o trimestre — uma em janeiro, cinco em fevereiro e uma em março. O cenário indica que, neste início de ano, Mariana não enfrenta pressão significativa de arboviroses, como ocorre em outras cidades brasileiras.

Outro destaque do boletim são os atendimentos antirrábicos humanos, que lideraram as notificações no período, com 109 registros: 39 em janeiro, 31 em fevereiro e 39 em março. O dado está relacionado, principalmente, a atendimentos após acidentes com animais.

Os acidentes por animais peçonhentos também apareceram com frequência, somando 33 notificações no trimestre, com pico em fevereiro, quando foram registrados 18 casos.

Apesar do aumento geral de notificações em março, algumas doenças seguiram sob controle no município. A tuberculose teve quatro registros no trimestre, enquanto meningite apareceu com apenas um caso em março.

Os dados apresentados pela Vigilância em Saúde são alimentados por notificações obrigatórias realizadas por profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) e servem como base para monitoramento epidemiológico, planejamento de ações preventivas e fortalecimento das equipes de saúde no município.

Para uma cidade com cerca de 64.506 habitantes, os números mostram que os principais desafios sanitários atuais de Mariana estão concentrados em doenças respiratórias, ISTs, saúde mental e prevenção de acidentes com animais.

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