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Protesto fecha rodovia em Mariana após demolição de construções irregulares em área pública no São Cristóvão

Manifestação interrompe trânsito na manhã desta terça-feira (10); prefeitura afirma que área é de preservação permanente, com risco de erosão e alagamentos, e destinada a hospital universitário e projeto habitacional.

Protesto provoca bloqueio e transtornos no trânsito de Mariana

A cidade de Mariana (MG) amanheceu com congestionamentos e bloqueio de tráfego nesta terça-feira, 10 de março de 2026, após moradores realizarem um protesto na rodovia nas proximidades do ponto conhecido como “Vamos Vamos”, no sentido das mineradoras e da região do Gogo. A manifestação ocorreu no bairro São Cristóvão e foi motivada pela demolição de construções consideradas irregulares pela Prefeitura.

Foto: Jornal O Espeto

Segundo relatos de moradores e motoristas que passavam pela região, a interdição da via começou ainda durante a madrugada. Manifestantes impediram a passagem de veículos, o que provocou um efeito em cadeia no trânsito da cidade. Trabalhadores ficaram impedidos de chegar aos seus empregos, pessoas aguardaram por longos períodos nos pontos de ônibus e crianças ficaram retidas em vans escolares sem conseguir chegar às escolas.

A paralisação também afetou diretamente famílias que dependem do transporte escolar para levar os filhos às aulas. Muitos pais, sem conseguir enviar as crianças para a escola, tiveram de permanecer em casa e acabaram impossibilitados de ir ao trabalho.


Demolição de construções motivou manifestação

O protesto acontece um dia após a Prefeitura de Mariana realizar a demolição de construções erguidas de forma irregular em uma área pública localizada no bairro São Cristóvão. De acordo com a administração municipal, mais de uma dezena de estruturas — muitas ainda em fase de construção — foram removidas por estarem em um local considerado de risco.

A área, segundo o município, pertence ao poder público e é classificada como área de preservação permanente. O terreno apresenta problemas de erosão e também é suscetível a alagamentos devido à presença de um córrego que corta a região.

Além disso, o espaço está inserido em um projeto urbano estratégico para o município. No local está prevista a implantação de um Hospital Universitário e também de uma área destinada ao programa habitacional Minha Casa Minha Vida.

Pela legislação brasileira, a ocupação de áreas públicas é proibida e não gera direito à usucapião. Em situações em que essas ocupações ocorrem em áreas classificadas como de risco — como encostas, erosões ou regiões sujeitas a inundação — o poder público tem a obrigação legal de intervir. Caso contrário, autoridades municipais e órgãos responsáveis pela fiscalização podem responder por omissão administrativa caso ocorra algum acidente ou tragédia.


Prefeito esclarece situação da área e denuncia venda irregular de lotes

Em pronunciamento divulgado na conta do Juliano no Instagram nesta terça-feira, o prefeito Juliano Duarte explicou que a prefeitura vinha monitorando a área desde o início da atual gestão e já havia adotado diversas medidas para evitar novas ocupações.

Segundo o prefeito, cercas e placas foram instaladas para identificar o terreno como propriedade do município, mas os dispositivos de proteção foram retirados ou danificados.

“Essa área é uma área de preservação permanente de propriedade da Prefeitura Municipal de Mariana. Ela está ao lado da área que será destinada ao hospital universitário e também próxima do local onde estamos planejando um projeto habitacional do programa Minha Casa Minha Vida”, afirmou.

Juliano Duarte relatou ainda que as pessoas que estavam construindo no local foram formalmente notificadas pela prefeitura para interromper as obras e retirar os materiais.

“Nós fizemos o papel de notificar todas as pessoas que estavam construindo. A prefeitura deu prazo em documento para que retirassem os materiais, mas infelizmente algumas pessoas insistiram em continuar as construções”, explicou.

O prefeito também denunciou a existência de um esquema de comercialização irregular de lotes dentro da área pública. Segundo ele, algumas pessoas estariam vendendo terrenos ilegalmente para moradores que acreditavam estar adquirindo propriedades regularizadas.

“Já identificamos pessoas vendendo lotes naquele local. Tenho aqui um contrato de compra e venda de um terreno que foi negociado por 13 mil reais. Isso virou uma área de comércio irregular, com pessoas lucrando em cima de cidadãos de boa-fé que acabam sendo enganados”, disse.


Secretaria de Segurança reforça que área apresenta risco à vida

O secretário municipal de Segurança Pública, Ramon Magalhães, que acompanhou as ações no local, reforçou que as construções demolidas não eram residências ocupadas por famílias.

De acordo com ele, as estruturas removidas eram barracos em fase de construção.

“Muitas pessoas pensaram que eram casas onde já moravam famílias, mas isso não aconteceu. Conforme os documentos comprovam, eram construções que ainda estavam sendo erguidas”, explicou.

Magalhães também destacou que a área apresenta risco real para quem tenta se instalar no local.

“Não vamos admitir a ocupação de uma área de preservação permanente, que também é uma área de risco. Existe um córrego que passa ali e, em períodos de chuva, a região pode sofrer alagamentos. Pessoas que tentassem morar ali estariam colocando a própria vida em risco”, afirmou.

O secretário informou ainda que a fiscalização continuará sendo realizada diariamente para impedir novas invasões.

“Vamos atuar constantemente para evitar novas ocupações. Já encontramos vários materiais de construção no local e, mesmo após notificações e prazos dados pela prefeitura, algumas pessoas insistem em construir”, acrescentou.


Prefeitura afirma que seguirá com fiscalização e medidas legais

O prefeito Juliano Duarte também anunciou que pretende levar o caso ao Ministério Público para reforçar medidas contra invasões e comercialização ilegal de terrenos públicos.

“Não posso permitir que uma área destinada a um hospital universitário e a um programa habitacional importante para a cidade seja ocupada irregularmente. O poder público vai continuar agindo de forma firme para impedir essas ocupações”, afirmou.

Ele também criticou o bloqueio da rodovia realizado pelos manifestantes, apontando os prejuízos causados à população.

“O que vimos hoje foi uma paralisação que prejudicou trabalhadores, pessoas que estavam indo para seus empregos e famílias que não têm nada a ver com a situação”, declarou.


Impactos para a população

Enquanto o impasse não é resolvido, os reflexos do protesto foram sentidos por toda a cidade ao longo da manhã. Motoristas enfrentaram congestionamentos, trabalhadores ficaram presos no trânsito e diversos serviços foram afetados.

Entre os questionamentos levantados por moradores e trabalhadores que passaram pela região está quem irá arcar com os prejuízos provocados pela paralisação do tráfego.

A situação reacende o debate em Mariana sobre ocupações irregulares, direito à moradia, responsabilidade do poder público e a necessidade de planejamento urbano para evitar conflitos semelhantes no futuro.

Atualizações 16:05

Nesta terça-feira (10), equipes da Prefeitura também realizaram a demolição de mais três unidades na mesma área pública, ampliando a ação de fiscalização iniciada na segunda-feira.

De acordo com informações da Secretaria Municipal de Segurança, essas estruturas já estavam em estágio avançado de construção, com o processo de acabamento interno praticamente concluído.

Segundo Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania, nenhuma família impactada pelas demolições procurou a SEDESC para solicitar abrigo ou aluguel social.

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