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Cerca de 700 mulheres do MST fecharam os trilhos da Estrada de Ferro Vitória-Minas, em Tumiritinga (MG). Foto: Matheus Teixeira

Mulheres do MST ocupam área da Samarco e bloqueiam ferrovia em protesto contra impactos da mineração

Mobilização reúne cerca de mil pessoas em Minas Gerais e no Espírito Santo durante Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, cobrando reparação ambiental e justiça pelo desastre de Mariana.

Cerca de mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em sua maioria mulheres, realizaram na madrugada desta segunda-feira (9) uma série de mobilizações em Minas Gerais e no Espírito Santo. As ações incluíram a ocupação de uma área pertencente à Samarco, no município de Anchieta (ES), e o bloqueio dos trilhos da Estrada de Ferro Vitória-Minas, em Tumiritinga (MG), por onde passam trens da mineradora Vale.

Mulheres do MST fecharam os trilhos da Estrada de Ferro Vitória-Minas, em Tumiritinga (MG). Foto: MST

Segundo o movimento, a mobilização integra a Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, realizada entre os dias 8 e 12 de março, período marcado por atos em diferentes estados do país. As manifestantes afirmam que a ação busca denunciar impactos socioambientais causados pela mineração e cobrar responsabilização judicial pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015, em Mariana (MG).

No Espírito Santo, aproximadamente 300 famílias ocuparam uma área da Samarco no Complexo de Ubu, em Anchieta. Já em Minas Gerais, cerca de 700 mulheres bloquearam simbolicamente os trilhos da ferrovia, utilizada principalmente para o transporte de minério. O protesto interrompeu temporariamente a circulação de composições ferroviárias no trecho.

De acordo com o MST, a manifestação pretende chamar atenção para o que o movimento classifica como demora na responsabilização criminal das empresas envolvidas no rompimento da barragem de Fundão, considerado o maior desastre socioambiental do país. O episódio lançou mais de 30 milhões de metros cúbicos de rejeitos na bacia do Rio Doce, atingindo centenas de quilômetros de áreas em Minas Gerais e no Espírito Santo.

Mulheres Sem Terra ocuparam terras pertencentes a empresa Samarco, no município de Anchieta, no Espírito Santo. Foto: MST

As manifestantes também apresentaram reivindicações ligadas às comunidades rurais atingidas pelo desastre, entre elas a restauração florestal em 52 assentamentos da reforma agrária, o pagamento de indenizações individuais a cerca de dois mil trabalhadores rurais e o acesso à água potável para famílias afetadas.

Além das cobranças por reparação, o MST afirma desenvolver iniciativas de recuperação ambiental e assistência técnica na bacia do Rio Doce por meio de programas de agroecologia. Segundo o movimento, mais de duas mil áreas já receberam ações de recuperação ambiental ao longo de seis anos de projeto.

No Espírito Santo, o movimento destaca que existem cerca de 3.500 famílias assentadas e outras 1.500 acampadas, aguardando acesso à terra. A ocupação da área da Samarco, segundo o MST, também busca pressionar por políticas de reforma agrária e ampliar projetos de produção de alimentos em bases agroecológicas.

A mobilização ocorre em um contexto de debates sobre os impactos da mineração na região do Rio Doce, que ainda enfrenta desafios relacionados à recuperação ambiental e social após o desastre ocorrido há quase uma década.

Nota da Samarco

“A Samarco informa que, na manhã desta segunda-feira (9/3), um grupo ligado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou uma área de propriedade da empresa, em Anchieta (ES), no Complexo de Ubu. A empresa acionou as autoridades competentes, colabora com os órgãos de segurança e monitora a situação.

Em relação a interdição de trecho da ferrovia EFVM, em Tumiritinga (MG), a Samarco reafirma seu compromisso com a reparação definitiva, conforme estabelecido no Novo Acordo do Rio Doce, que representa um marco importante por oferecer clareza e efetividade às medidas de reparação, contribuindo para assegurar as ações necessárias que têm sido conduzidas de maneira consistente e transparent.”

Com Informações do MST Mulheres Sem Terra

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