Após vitória histórica que reconheceu a culpa da mineradora, ação entra na etapa que irá quantificar os danos do maior crime ambiental do Brasil
O prefeito Juliano Duarte está em Londres, na Inglaterra, onde acompanha de perto a segunda fase do processo judicial movido contra a mineradora BHP na Corte Inglesa. Essa nova etapa é considerada decisiva, pois será responsável por quantificar os danos provocados pelo rompimento da Barragem de Fundão, ocorrido em 2015 e reconhecido como o maior crime ambiental da história do Brasil.
A presença do chefe do Executivo marianense marca a continuidade de uma mobilização internacional iniciada após a vitória histórica obtida na primeira fase do processo. Pela primeira vez, a maior mineradora do mundo foi considerada culpada pelo desastre, por meio de sua participação na Samarco, empresa responsável pela barragem que se rompeu em Mariana.

Com o reconhecimento da responsabilidade da BHP, o processo avança agora para a fase de apuração dos prejuízos sociais, ambientais e econômicos causados ao município, aos moradores e às empresas atingidas pela tragédia. O objetivo é estabelecer valores de indenização compatíveis com a dimensão dos danos sofridos ao longo dos últimos anos.
Segundo a administração municipal, a decisão de seguir buscando justiça fora do país está diretamente relacionada ao fato de Mariana não ter sido ouvida no acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Diante disso, a Prefeitura optou por manter a ação na Justiça inglesa como alternativa para garantir uma reparação efetiva e justa.
Durante sua estadia em Londres, o prefeito Juliano Duarte acompanha audiências, reuniões técnicas e articulações jurídicas, reafirmando o compromisso da gestão com a defesa dos interesses do município. “Mariana não abrirá mão de lutar por aquilo que é direito do seu povo”, tem reiterado o prefeito em agendas oficiais.
A expectativa é que essa segunda fase do processo represente um avanço concreto na busca por justiça e reparação integral, reforçando a posição de Mariana no cenário internacional e mantendo viva a luta por responsabilização e respeito às vítimas do desastre.













