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Mariana entra em alerta médio para Aedes aegypti após 1º LIRAa de 2026

Levantamento aponta depósitos móveis como principais criadouros; Secretaria de Saúde pede colaboração da população para reforçar combate ao mosquito durante o verão

A Prefeitura de Mariana divulgou o resultado do 1º Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, colocando o município em risco médio para a infestação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. O levantamento, realizado entre os dias 5 e 13 de janeiro pela Secretaria de Saúde, apontou que os principais focos de reprodução estão em depósitos móveis, como vasos de plantas, baldes, lixos e tambores espalhados pelas residências.

O LIRAa é reconhecido como um “raio-X” da situação entomológica local, mapeando pontos críticos e facilitando o direcionamento de ações contra o vetor. A metodologia envolve a visita a 20% dos imóveis em setores pré-estabelecidos, onde agentes de saúde coletam larvas do mosquito em diferentes recipientes e aferem dois índices centrais: o Índice Predial (porcentagem de casas com focos) e o Índice de Breteau (proporção de depósitos positivos).

“O resultado deste primeiro levantamento de 2026 reforça a necessidade de atenção redobrada, especialmente com a chegada do verão e o aumento das chuvas”, alerta a Secretaria de Saúde. O órgão lembra que este é um período especialmente propício à proliferação do mosquito, uma vez que a água acumulada devido às chuvas potencializa os criadouros domésticos.

Diante do cenário, autoridades destacam a importância da participação ativa dos moradores no combate ao Aedes aegypti. A recomendação é adotar medidas regulares, como eliminar recipientes que possam acumular água, manter caixas d’água devidamente fechadas, descartar o lixo corretamente e cuidar da limpeza dos quintais.

Além de permitir o diagnóstico imediato das áreas de maior risco, os dados do LIRAa orientam a distribuição estratégica de equipes de controle de vetores e a realização de campanhas educativas. Mariana já prevê a realização de outros três levantamentos ainda este ano, mantendo o monitoramento constante dos índices para garantir respostas rápidas e assertivas.

O LIRAa é obrigatório em cidades com mais de dois mil imóveis e é realizado, em média, quatro vezes ao ano, servindo de base para o planejamento de políticas públicas de saúde e a manutenção da vigilância epidemiológica, principal barreira contra o avanço das arboviroses.

Moradores que tiverem dúvidas sobre como agir ou perceberem focos suspeitos podem acionar a Secretaria de Saúde para orientações e solicitação de visitas dos agentes.

Com a colaboração de toda a população, Mariana pode reduzir o risco de doenças e garantir um verão mais seguro para todos.

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