Empresa também investe na Rede Rio Doce de Sementes para as ações de reparação ambiental, utilizando 354 espécies nativas
Neste Dia da Árvore, a Samarco reforça sua estrutura de produção de mudas nativas como parte das ações de reparação e compensação ambiental previstas no Novo Acordo do Rio Doce. Um dos polos dessa produção é o Centro de Desenvolvimento Ambiental, Social e Florestal (Cedasf), localizado na Vila Residencial Antônio Pereira, em Ouro Preto (MG). Implantado em 2019, o viveiro alcançou em 2026 capacidade superior a 300 mil mudas por ano e já produziu cerca de 1 milhão de mudas desde sua criação, sendo mais de 500 mil só no biênio 2025-2026, com espécies nativas da bacia do Rio Doce. Ipês e quaresmeiras são as espécies mais procuradas para doação.

As mudas produzidas no Cedasf atendem a plantios compensatórios, como os da Licença de Operação Corretiva (LOC), reparatórios (trechos de 1 a 11) e campanhas ambientais, como a do Dia da Árvore, além de doações à população e a instituições como a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Ao todo, são cerca de 1,9 mil hectares de plantios vinculados às licenças da empresa, muitos deles limítrofes a unidades de conservação, como os parques estaduais da Serra do Brigadeiro e do Itacolomi.
“O Cedasf é uma ferramenta viva de recuperação para toda a Bacia do Rio Doce. Cada muda produzida aqui ajuda a reparar, compensar e reflorestar áreas da região, priorizando espécies nativas, muitas ameaçadas de extinção. Também é um espaço de educação ambiental, levando esse conhecimento à população”, destaca o analista de Meio Ambiente Ezequiel Faria, responsável pelo Cedasf.
No distrito de Ubu, em Anchieta (ES), a Samarco mantém cultivo de mangue-branco (Laguncularia racemosa) e mangue-preto (Avicennia schaueriana) para atender a uma condicionante do Ibama, que prevê o plantio de 14 hectares limítrofes a uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS). A meta da empresa é produzir 14 mil mudas até meados do próximo ano.
Sementes que sustentam a produção de mudas
Parte da matéria-prima usada nos plantios de restauração vem da Rede Rio Doce de Sementes e Mudas, estruturada pelos programas de reparação da Samarco. A iniciativa segue em expansão e já soma mais de 185 toneladas de sementes nativas da Mata Atlântica coletadas desde o início do projeto em Minas Gerais e no Espírito Santo.

A Rede reúne cerca de 1.250 coletores ativos, organizados em 33 núcleos nos dois estados, e o banco de sementes já conta com 354 espécies da Mata Atlântica, destinadas à semeadura direta, à produção de mudas e à recomposição de áreas degradadas em larga escala. Desde a criação da Rede, aproximadamente R$ 16,4 milhões já foram destinados aos coletores de sementes, contribuindo para a geração de renda e a valorização do conhecimento das populações envolvidas.
Em 2026, a Rede ampliou sua atuação em Minas Gerais com a participação da Aldeia Indígena Mirueira Pataxó, em Guanhães, de três assentamentos rurais em Jampruca e a retomada das atividades de um núcleo em Nacip Raydan. Em Jampruca, o Núcleo Maritacas passou de 10 participantes, em 2022, para 47 coletores ativos em 2026, com expectativa de entregar cerca de seis toneladas de sementes neste ano.

No Espírito Santo, a Rede atua nos municípios de Alto Rio Novo e Linhares; em Alto Rio Novo, o engajamento da Associação de Coletores de Sementes Nativas resultou na triplicação do volume coletado, de 3 toneladas em 2025 para uma previsão de 10,5 toneladas em 2026.
Para o analista de Meio Ambiente da Samarco, Antonio Sergio Cardoso Filho, o trabalho da Rede mostra que a restauração ambiental gera resultados mais consistentes quando alia conservação da biodiversidade ao protagonismo das comunidades locais. “Cada semente coletada representa uma oportunidade de recuperar a Mata Atlântica e acelerar a restauração ecológica da Bacia do Rio Doce. Mais do que recompor áreas degradadas, a Rede fortalece a cadeia produtiva da restauração, valoriza o conhecimento das comunidades locais, gera renda e promove um modelo em que conservação da biodiversidade e desenvolvimento social caminham junto”, destacou.







