Projeto fortalece reprodução de espécies ameaçadas e aumenta as chances de reintrodução na natureza, contribuindo para a recuperação dos ecossistemas da região
O mutum-do-sudeste e a jacutinga, duas aves ameaçadas da Mata Atlântica e essenciais para a regeneração florestal, tiveram sua conservação fortalecida na Bacia do Rio Doce. Em parceria com a Crax – Sociedade de Pesquisa do Manejo e da Reprodução da Fauna Silvestre, a Samarco concluiu um projeto que ampliou significativamente a capacidade de reprodução dessas espécies e avançou na preparação de aves para reintrodução na natureza.
A iniciativa resultou na construção de 170 viveiros e na implantação de quatro viveiros de aclimatação, estruturas que permitem preparar os animais para o retorno ao ambiente natural. Com isso, o projeto não apenas ampliou a população em cativeiro, mas também criou condições concretas para futuras solturas e aumento das chances de sobrevivência das espécies na natureza.
No período reprodutivo de 2025/2026, a Crax registrou a produção de mais de 112 filhotes de jacutinga, mais que o dobro da meta inicial. Além disso, foram formados 25 casais reprodutivos de cada espécie, fortalecendo um plantel geneticamente adequado e garantindo a continuidade das ações de reprodução e reintrodução.
O apoio também ampliou a capacidade técnica e operacional da Crax, instituição que atua desde 1987 na conservação de espécies ameaçadas. O trabalho integra ações em ambiente controlado (conservação ex situ), fundamentais para reprodução e proteção das espécies, com estratégias no ambiente natural (conservação in situ), incluindo programas de soltura e monitoramento. Esse conjunto de ações contribui diretamente para o aumento das populações dessas aves e para o equilíbrio dos ecossistemas onde atuam.
O projeto integra o Plano de Ação para Conservação da Biodiversidade Terrestre, de responsabilidade da Samarco, e está alinhado às ações de reparação ambiental previstas no Novo Acordo do Rio Doce.
Para a bióloga Andressa Gatti, responsável pela condução do trabalho realizado pela Samarco, a conclusão do ciclo representa um avanço concreto na conservação das espécies. “Ao fortalecer a estrutura e a capacidade técnica da Crax, ampliamos não apenas a reprodução dessas aves, mas também as condições para sua reintrodução na natureza. É um passo importante para aumentar as chances de sobrevivência dessas espécies e contribuir para a recuperação dos ecossistemas da Bacia do Rio Doce”, afirma.
Roberto Azeredo, idealizador e representante legal da Crax, destaca os ganhos práticos da iniciativa. “Mantivemos este trabalho por décadas com recursos próprios bastante limitados. A conclusão deste investimento em infraestrutura e aquisição de equipamentos permitem um salto no número de aves reproduzidas em cativeiro e reintroduzidas na natureza, ampliando significativamente as chances de conservação do mutum-do-sudeste e da jacutinga na Bacia do Rio Doce”, explica.
Principais impactos da iniciativa
● Aumento da população de espécies ameaçadas: formação de 25 casais reprodutivos por espécie e produção de mais de 112 filhotes de jacutinga
● Avanço na reintrodução na natureza: implantação de estruturas de aclimatação que preparam as aves para o retorno ao ambiente natural
● Fortalecimento da conservação de longo prazo: ampliação da capacidade técnica e operacional da Crax
● Contribuição para a recuperação ambiental: apoio à regeneração de ecossistemas, já que as espécies atuam na dispersão de sementes
● Base para continuidade das ações: estrutura permanente que permite ampliar programas de reprodução, soltura e monitoramento
Para mais informações sobre os projetos de reparação e as ações da Samarco pelo Novo Acordo do Rio Doce, acesse www.samarco.com/reparacao.












