Segundo informação divulgada por Lauro Jardim no Globo Online o IBDEPS questiona atuação da Pogust Goodhead na captação de atingidos brasileiros; banca nega irregularidades e afirma atuar dentro da legalidade.
Segundo informação publicada pelo portal Globo Online na coluna de Lauro Jardim, o tema passou a ganhar repercussão nacional que o Instituto Brasileiro de Direito Econômico e Políticas Sociais (IBDEPS) protocolou uma representação criminal no Ministério Público Federal contra o escritório inglês Pogust Goodhead, responsável por liderar no Reino Unido a ação bilionária movida por atingidos pelo rompimento da barragem de Mariana contra a mineradora BHP.
De acordo com a publicação, a entidade aponta possíveis irregularidades na atuação do escritório junto às vítimas brasileiras, citando supostos crimes como exercício ilegal da advocacia, estelionato e falsidade ideológica relacionados à captação de clientes para ações judiciais em tribunais britânicos.
A representação também questiona declarações públicas da banca sobre a efetividade da reparação conduzida no Brasil e a atuação do CEO global do escritório, Thomas Goodhead, que possui autorização restrita para consultoria em direito estrangeiro no país.
O caso se soma à ação civil pública ajuizada anteriormente pelo próprio Ministério Público Federal, que discute cláusulas contratuais firmadas entre o escritório e atingidos pelo desastre de Mariana. O processo segue em tramitação na Justiça Federal de Minas Gerais.
Em nota, ao Portal Território Notícias, o Pogust Goodhead UK afirmou que “as alegações mencionadas referem-se a estruturas operacionais históricas de terceiros e a prestadores de serviços sobre os quais o escritório não possuía responsabilidade de gestão ou controle”. A banca acrescentou ainda que permanece “plenamente comprometida com a defesa dos interesses de seus clientes” e que, caso seja formalmente notificada, irá prestar os esclarecimentos necessários às autoridades competentes.
O escritório também reafirmou compromisso com “os mais elevados padrões de ética, transparência e conduta profissional”, destacando atuação em conformidade com as obrigações legais e regulatórias nas jurisdições em que opera.














