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Reprodução.

Polícia Civil inicia investigação sobre feminicídio em Mariana

O delegado titular da Comarca de Mariana, Dr. Marcelo Bangoin, explicou os primeiros encaminhamentos adotados pela Polícia Civil após a ocorrência de feminicídio no município.

Segundo o delegado, a perícia foi acionada ainda durante o atendimento da ocorrência pela Polícia Militar. Após a identificação da vítima e do autor, foram realizadas consultas aos sistemas policiais, sem registro prévio de ocorrências de violência doméstica envolvendo o casal em Mariana.

Delegado Marcelo Bangoin informa que não havia registros anteriores de violência doméstica e que o autor permanece preso enquanto a dinâmica e a motivação do crime são apuradas

O delegado titular da Comarca de Mariana, Dr. Marcelo Bangoin, detalhou os primeiros encaminhamentos adotados pela Polícia Civil após a ocorrência de um crime de feminicídio registrada no município.

Segundo o delegado, o acionamento da perícia ocorreu na tarde do dia anterior, após contato do Centro de Operações Policiais da Polícia Civil, quando a ocorrência ainda estava em andamento e sob atendimento inicial da Polícia Militar. Àquele momento, as informações eram preliminares.

Com a identificação da vítima e do suspeito, foram realizadas consultas aos sistemas policiais para verificar a existência de registros anteriores de violência doméstica ou outros boletins de ocorrência envolvendo ambos. De acordo com Dr. Marcelo Bangoin, não foram encontrados registros anteriores nem em nome da vítima nem do autor no município de Mariana.

Concluída a ocorrência, o auto de prisão em flagrante foi apresentado à Central de Flagrantes Digital, em Belo Horizonte, e posteriormente à Delegacia Regional de Ouro Preto, de forma remota. Na manhã seguinte, o flagrante foi oficialmente transferido para a Delegacia de Polícia Civil de Mariana.

O delegado informou ainda que a autoridade policial ratificou o flagrante com base no artigo 121-A do Código Penal, enquadrando o caso como crime de feminicídio contra a companheira, Larissa. Em relação à criança, o enquadramento ocorreu na mesma tipificação legal, considerando a circunstância de a vítima ser menor de 14 anos.

Com a formalização do flagrante, inicia-se agora a fase de investigação da Polícia Judiciária. O delegado explicou que pretende ouvir novamente o autor, que permanece preso e à disposição da Justiça, e destacou que o prazo legal para conclusão do inquérito é de 30 dias.

O objetivo da investigação, segundo Dr. Marcelo Bangoin, é esclarecer a dinâmica dos fatos e a motivação do crime, reunindo elementos técnicos e probatórios que subsidiem o Ministério Público em eventual oferecimento de denúncia e no prosseguimento do processo criminal.

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