Seis análises realizadas pelo SAAE confirmam que a qualidade da água já atende aos padrões de segurança e pode ser utilizada pela população ribeirinha e para o cuidado com animais
Após dias de apreensão, os moradores das comunidades ribeirinhas de Mariana receberam nesta semana uma notícia tranquilizadora: a água do Ribeirão do Carmo voltou a apresentar qualidade dentro dos padrões de segurança estabelecidos pela legislação ambiental. A informação foi confirmada pelo Sistema Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), que realizou seis análises desde o acidente com soda cáustica registrado em Ouro Preto.
De acordo com o prefeito de Mariana, os testes mais recentes, coletados em 18 de agosto, às 11h22, confirmam que o período crítico já foi superado. “A água hoje já se encontra em condições de utilização pela população ribeirinha para tratamento e cuidado com os animais. Informamos a toda comunidade que o resultado está dentro dos padrões estabelecidos, conforme a Resolução CONAMA 357/2005, que classifica a água do Ribeirão do Carmo como classe 2”, destacou.
As análises foram realizadas por técnicos do laboratório do SAAE e assinadas pela responsável química da autarquia, garantindo respaldo técnico e transparência no processo. O monitoramento envolveu pontos estratégicos do curso d’água, abrangendo localidades como Bandeirantes, Monsenhor Horta, Furquim e outras comunidades impactadas pelo episódio.
O acidente havia causado preocupação entre moradores, principalmente os que dependem diretamente do ribeirão para atividades diárias e para a manutenção da criação de animais. A divulgação dos resultados técnicos busca restabelecer a confiança da população e reforçar que não há risco para o uso doméstico e rural.
O prefeito reforçou ainda que o município continuará atento. “Mesmo com a normalização dos resultados, seguimos monitorando a qualidade da água. A população pode estar tranquila: estamos vigilantes e comprometidos em garantir segurança hídrica para todos”, afirmou.
Com a confirmação da qualidade da água, as comunidades ribeirinhas retomam gradualmente suas rotinas, agora com a garantia de que o recurso natural essencial para a vida e para a economia local está novamente seguro para uso.